Investidores não profissionais
Pessoas que precisavam de mais contexto para entrar no mercado e acompanhar uma operação.
Como tornar um produto cheio de termos, regras e riscos compreensível para pessoas que não viviam o dia a dia do mercado financeiro?


As outras plataformas eram criadas para atender quem já conhecia o mercado. Nós queríamos que pessoas comuns, interessadas em investir, mas que não dominavam aquela linguagem, conseguissem investir com confiança.
A oportunidade era repensar a experiência desde a entrada: como apresentar uma ação, explicar uma operação e ajudar alguém a tomar uma decisão sem transformar o produto em uma mesa profissional.
Eu era o único Content Designer da Toro e trabalhava de forma transversal com Product Designers, UX Designers e PMs. O conteúdo fazia parte da estrutura da experiência: organização da informação, nomes, explicações, estados e decisões.
Pessoas que precisavam de mais contexto para entrar no mercado e acompanhar uma operação.
Diminuir ruído e organizar a decisão sem esconder riscos ou informações essenciais.
Trabalhar junto ao time no fluxo, na hierarquia, nos conceitos e na forma de explicar cada etapa.
O cliente queria comprar ou vender e precisava compreender as consequências da escolha.
Investimento, lucro e prejuízo aproximados ajudaram a transformar operações complexas em ações simples.
Nem todo termo técnico precisava desaparecer. Alguns precisavam ser encontrados, reconhecidos e explicados no momento certo.


No início, usamos “Encerra hoje” porque acreditávamos ser uma forma mais simples de explicar a operação de Day Trade. Com o tempo, percebemos que as pessoas buscavam por “Day Trade” e esperavam encontrar esse nome. A solução foi recuperar o termo do mercado sem abandonar a explicação.

O fluxo exigiu estudo para transformar regras complexas em decisões mais legíveis. A intenção era ajudar o cliente a entrar em uma operação sabendo o que poderia acontecer e definir limites antes de começar.

Lucro e prejuízo deixavam de ser apenas possibilidades abstratas e apareciam em valores compreensíveis.
O cliente podia configurar até onde desejava seguir, em vez de depender apenas de uma decisão tomada sob pressão.
A estrutura organizava o que seria investido, o tipo de operação e os parâ︎metros de risco antes da ordem.
Posicionamento, visão do patrimônio, descoberta de oportunidades e comunicação recorrente precisavam formar uma experiência coerente. A tela de operação era apenas um dos momentos.




Esse trabalho me colocou diante de um problema que continuou presente nos projetos seguintes: produtos financeiros são complexos, mas a experiência não precisa reproduzir toda essa complexidade de uma só vez.
Também mostrou que linguagem simples não significa evitar o vocabulário das pessoas. Às vezes, o termo técnico é justamente o que elas procuram. O papel do design é criar o contexto para que ele possa ser compreendido.